Entidades criticam reajuste de 4% aos PM

O reajuste salarial divulgado pelo governador Geraldo Alckmin no dia 4 deste mês vem sendo duramente criticado por todos os setores do funcionalismo público. Os policiais militares começarão a receber 4% a mais no salário a partir de 1º de fevereiro; os professores, 7%; as demais categorias, 3,5%. Os deputados deverão aprovar o projeto logo na retomada dos trabalhos, no dia 1º de fevereiro.

Em reunião da CERPM – Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares no dia 5 deste mês, na qual a AOMESP foi representada pelo vice-presidente da Diretoria Executiva, Cap PM Marco Aurélio Ramos de Carvalho, os dirigentes das associações PM decidiram publicar uma carta aberta no jornal Metrô News em que demonstram o descontentamento da categoria. Esperava-se mais consideração do governador, depois de quatro anos sem reajuste salarial.

A CERPM irá além da carta aberta. A partir do dia 12 deste mês, publicará anúncio de página inteira no Metrô News com críticas ao governador e com elogios à Polícia Militar e aos policiais militares em geral. Esta campanha irá até o final do mês.

 

CARTA ABERTA

 

REPÚDIO AO REAJUSTE DE APENAS 4% ANUNCIADO POR GERALDO ALCKMIN

A CERPM – Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado de São Paulo, no exercício da representação de todas as entidades que a compõem, e, consequentemente, de todos os policiais militares a elas associados, externa NOTA DE REPÚDIO ao anúncio feito nesta quinta-feira, 4 de janeiro de 2018, pelo governador Geraldo Alckmin, do reajuste de apenas 4% nos vencimentos das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, válido a partir de 1º de fevereiro, o qual ainda deve ser votado pelos deputados na Assembleia Legislativa.

Após mais de três anos sem reajuste salarial, vez que o último se deu a contar de 1/8/2014, Geraldo Alckmin tem a desfaçatez de nos brindar, como presente de ano novo, com essa proposta absurda, que nem de longe corrige a defasagem salarial de quase 27%, tendo como referência a inflação dos últimos quatro anos, que corroeu os vencimentos dos policiais militares, tornando-os dependentes, e, por que não dizer, reféns de instituições financeiras, onde são obrigados a pedir empréstimos para conseguir honrar compromissos ou mesmo se desdobrar realizando atividades extra-Corporação para complementar seus soldos.

Há anos, desde o último reajuste, a CERPM vem tentando negociar com Geraldo Alckmin uma reposição justa para os policiais militares que corrigisse no mínimo as perdas salariais decorrentes da inflação. Porém, ao longo desse tempo todo, fomos enganados por Geraldo Alckmin e seus secretários, que sempre apresentavam como desculpa as dificuldades financeiras que o país atravessa.

No entanto, Geraldo Alckmin constantemente divulga que o Estado de São Paulo está com as finanças saneadas. Hoje, sabemos que quem pagou a conta foram os funcionários públicos!

Os policiais militares, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, vêm realizando um trabalho exemplar na defesa da sociedade paulista, baixando os índices de criminalidade e fazendo com que São Paulo se destaque dentre todos os Estados da Federação como exemplo de controle da Segurança Pública.

Esse trabalho eficiente é motivo de propaganda política de Geraldo Alckmin, porém não é o bastante para que sejamos valorizados pelos resultados alcançados.

Nada mais justo que Geraldo Alckmin retribuísse esse trabalho profícuo e eficaz os nossos policiais militares, que sacrificam a própria vida pela sociedade, com um reajuste salarial justo e não com essa proposta insensata, leviana e inconstitucional, visto que descumpre o Art. 37, inciso X da Constituição Federal, o qual prevê a revisão anual, na mesma data e sem distinção de índices.

Como Geraldo Alckmin quer ser presidente da República se não consegue sequer cumprir a Constituição como governador?

Por isso, nunca terá o apoio da família policial-militar.

Povo paulista: a Polícia Militar nunca vai te abandonar!

“A insensibilidade dos fortes provocará a revolta dos fracos!”

 

AOPM – Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo

ASSPM – Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo

ACSPMESP – Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo

AFAM – Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Policiais Militares

AOMESP – Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo

APMDFESP – Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo

ADEPOM – Associação de Defesa dos Policiais Militares

CAMPEC – Associação Carteira de Auxílio Mútuo e Pecúlio por Falecimento

MÚTUA – Associação de Auxílio Mútuo dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo

AOS – Associação dos Oficiais de Saúde da Polícia Militar do Estado de São Paulo

UPPMESP – União das Pensionistas de Policiais Militares do Estado de São Paulo

PAULISERV – Associação Paulista dos Servidores do Estado e dos Municípios de São Paulo

ASPOMIL – Associação de Assistência Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo

APEMESP – Associação dos Policiais Militares Evangélicos do Estado de São Paulo

ASMPMESP – Associação de Socorros Mútuos dos Policiais Militares do Estado de São Paulo

DEFENDA PM – Associação de Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar