AOMESP está na luta conta o mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue. Brasil está perto dos 800 mil casos da doença este ano.

Os números do balanço da dengue no Brasil, divulgados pelo Ministério da Saúde na segunda-feira, 4 de maio, são assustadores. No período de 1º de janeiro a 18 de abril foram registrados 745.900 casos da doença, o que representa aumento de 234% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, 229 pessoas morreram em decorrência da doença, 45% a mais do que no último ano.

Para o Ministério da Saúde, a situação mais preocupante está na região Sudeste, com 489.636 casos registrados. Deste total, 401.564 estão no Estado de São Paulo. Especialistas como Glória Teixeira, professora da Universidade Federal da Bahia, ouvida pelo Jornal do Brasil, “existe uma epidemia da doença, concentrada na região Sudeste”. A crise hídrica, segundo ela, piora a situação pois as pessoas armazenam água, muitas vezes de forma errônea, o que aumenta a quantidade de criadouros para a fêmea colocar ovos.

A Secretaria da Saúde, do governo paulista, informa que dois terços dos casos de dengue neste ano estão concentrados em apenas 30 municípios paulistas, dentre eles a Capital do Estado. Dos 645 municípios, 280 apresentaram quadro de epidemia neste ano. Considera-se “epidemia” quando há incidência maior do que 300 casos para cada 100 mil habitantes.

Idosos
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, 5 de maio, mostra que os idosos com 60 anos ou mais constituem maioria dos mortos pela dengue, na proporção de nove para cada dez mortos. Desses, 75% tinham algum tipo de doença preexistente. Feitas as contas, o jornal informa que os idosos são 87% das vítimas da dengue.

O infectologista Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ouvido pela Folha, diz que os idosos são as principais vítimas porque estão mais sujeitos aos fatores determinantes para uma morte por dengue. Ele afirma que os principais fatores são as condições gerais de saúde da pessoa e a falta de diagnóstico rápido da doença. “A dengue vai ser mais letal em um senhor de 78 anos, que tenha asma, por exemplo, do que em um adulto saudável”, exemplifica.

AOMESP
O combate à dengue vem sendo feito na AOMESP, que está utilizando suas ferramentas de comunicação para alertar sobre a doença e as medidas de prevenção. A revista “Clarinadas da Tabatinguera”, edição abril, que está chegando na residência dos associados esta semana, traz um cartaz com o título “A dengue mata”, em que alerta sobre os principais sintomas e as medidas de prevenção.

Na Sede, em São Paulo, e em todas as regionais, foram afixados cartazes em pontos estratégicos como elevadores, paredes próximas ao restaurante e à Secretaria, locais de grande afluxo de pessoas. Os recipientes que coletam água dos vasos de plantas vem sendo sistematicamente higienizados, de modo a não servirem de ninho para as fêmeas do Aedes aegypt, que é o mosquito transmissor da doença.

A Diretoria da AOMESP solicita aos associados que divulgem essas informações em seus perfis nas redes sociais. Só com o empenho de todos é que mais mortes serão evitadas.